Allan Weslei

Alguém que pensa, logo existe!

Essa pessoa pode ser intitulada um(a) gestor(a)?

Imagine a seguinte situação que relatarei abaixo:

“Era uma vez uma empresa que era líder do setor que prestava serviços.

Em uma determinada área, havia um(a) “gestor(a)” com inúmeros anos de experiência mas sem nenhuma capacidade de gerenciamento de pessoas e talentos.

Alguns profissionais que eram seus subordinados cresceram ao longo dos anos e hoje são pares ou superiores a este(a) gestor(a).

Esse(a) gestor(a) tem uma dificuldade incrível em motivar pessoas e conseguir o respeito de sua equipe. Sua forma de atuação é baseada em gritos, broncas e humilhações.

Torce sempre pelo insucesso profissional e pessoal de seus subordinados para que possa comparar às desgraças de sua vida pessoal e os problemas familiares.

Os profissionais de sua equipe tentam – na medida do possível – crescer profissionalmente e se especializar em certificações relacionadas à area que atuam.

Em uma determinada conversa, um dos seus subordinados cita que preferiu mudar a data de seu exame pois acha que ainda não está preparado para fazê-lo.

A reação do(a) gestor(a)?

Uma gargalha estridente e interminável com os seguintes dizeres:

- Amarelou !!! Amarelou !!! Ficou com medo de não passar !!!”

______________________________________________________________________________

Este é um conto ou um fato real. Você pode decidir se isso aconteceu ou não.

Do ponto de vista pessoal, acho inadmissível um “gestor” zombar de um subordinado que está tentando se aperfeiçoar e buscar benefícios para sua equipe e seu lado profissional.

Mas paciência…

Pequenos gestos, até mesmo em “histórias”, demonstram o quanto algumas pessoas buscam nos fracassos dos outros a maneira de aliviar seus problemas e traumas.

E assim caminha a humanidade e a mediocridade !!

:(

25/06/2009 Publicado por | Pessoais, Profissional | , , , , , , , | 2 Comentários

Tempo de recarregar as energias

Estou em um momento de diminuição do ritmo.

Ando bastante cansado e definitivamente preciso de férias.

Como sei que isso não será possível nos próximos meses, devo saber dosar minhas energias e conseguir superar essa batalha árdua profissional diária.

Preciso pensar um pouco mais em mim e principalmente em minha saúde.

Estou cheio de exemplos à minha volta de conhecidos e amigos que estão sofrendo os impactos da vida cotidiana e maluca que estamos inseridos.

Essa idéia errônea que devemos ser insubstituíveis em nossas atividades profissionais está acabando aos poucos com a saúde física e mental de todos.

Somos humanos e precisamos de descanso.

Um profissional cansado e desmotivado produz menos. E muito pior que o cansaço físico é a estafa mental.

Com isto, vem a incapacidade de se criar e inovar.

O trabalho passa a ser algo repetitivo, sem graça e monótono.

Como disse anteriormente, vou diminuir o ritmo de maneira gradativa. Óbvio, não quero e não vou de forma alguma prejudicar a empresa que trabalho.

Gosto muito do que faço e principalmente do ambiente profissional que tenho. 

Isso não é corpo-mole mas apenas uma preocupação comigo mesmo. Eu faço meu trabalho e o meu corpo é a máquina que o executa. Logo, minha saúde necessita estar em ordem para que eu o faça da melhor maneira possível.

Pode parecer bobagem mas as pequenas coisas da vida estão me mostrando que é momento de desacelerar e recarregar as energias.

Meus pensamentos de vida e pessoais estão mudando.

Talvez seja mais uma fase de amadurecimento.

Espero aprender com a mesma.

:)

25/06/2009 Publicado por | Pessoais, Profissional, Sociedade | , , , , , , | 1 Comentário

A ausência do diploma universitário para a prática profissional do jornalismo: liberdade de expressão ou marginalização de uma classe?

Acompanhei estupefato um fato ocorrido na data de ontem, dia 17/06/2009, quarta-feira.

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram em sessão ordinária que o diploma de jornalismo não é mais obrigatório para exercício da profissão.

A votação foi encerrada com 8 votos contra 1. Apenas o ministro Marco Aurélio defendeu a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão.

Um argumento proferido pelo ministro relator do caso é de que possíveis danos a terceiros não são inerentes à profissão de jornalista e não poderiam ser evitados através de um diploma. Segundo o ministro, o jornalista usufrui do título que lhe foi concedido para o uso como o convém, podendo até ferir a honra de outros, amparado pela profissão.  

Além disso, outro ministro lembrou que a profissão de jornalista vinha sendo regulamentada pelo Decreto-lei 972/69, o qual foi instituído no regime militar com a clara finalidade de afastar do jornalismo intelectuais contrários ao regime.

O minstro relator – Gilmar Mendes - realizou ainda comparações com outras profissões. Segundo ele, ”o jornalismo é importante para o preparo técnico dos profissionais e deve continuar nos moldes de cursos como o de culinária, moda ou costura, nos quais o diploma não é requisito básico para o exercício da profissão” (sic).

O único voto contrário no julgamento foi dado pelo ministro Marco Aurélio. Ele alegou que a exigência do diploma existe há 40 anos e acredita que as técnicas para entrevistar, editar ou reportar são necessárias para a formação do profissional.

Particularmente, penso que existe um grande número de profissionais – das mais diversas áreas de formação – que escrevem muito melhor a inúmeros jornalistas.

Porém, penso que a profissão de jornalista não depende apenas de uma escrita coerente, coesa e correta. Mas sim em inúmeras atividades e técnicas que os fazem ser profissionais naquilo que executam.

Algumas pessoas argumentam que comentaristas econômicos e esportivos não necessariamente necessitam ser jornalistas. Basta saberem do assunto que irão falar.

Não concordo!

O jornalista tem como uma de suas características compreender assuntos que não são necessariamente de sua alçada e apresentar ao público que o lê, ouve ou assiste de uma maneira adequada a sua compreensão.

Não sou favorável a restrições impostas quanto à divulgação de informações e textos por cidadãos comuns, isto é, sem o diploma superior em jornalismo. Aliás, muito pelo contrário.

Eu sou um grande exemplo disso. Tenho este blog e sou apenas um mero Analista de Sistemas de Informação por formação acadêmica.

Apenas acho que a profissão é fundamental para a divulgação, de um modo profissional, de informações dos mais variados assuntos a fim de que não sejamos “ignorantes” de fatos que ocorrem no dia-a-dia.

Há autores que citam a referida profissão como o quarto pilar de poder em uma sociedade, ao lado do Executivo, Legislativo e Judiciário.

É graças ao Jornalismo que questões inerentes à falta de ética nos poderes supracitados são levados ao nosso público.

Além disso, esta ausência do diploma universitário pode significar – em termos financeiros - em uma queda brusca nos salários oferecidos aos “profissionais” da referida área.

Pode ser uma faca de dois gumes.

E espero que assim seja, com a diminuição da demanda de “profissionais” e o aumento da oferta por qualificados (com formação superior).

Gostaria bastante de saber a opinião de minha querida amiga Glauciana acerca deste assunto.

A Glau é graduada em Relações Públicas pela UNESP (Universidade Estadual Paulista), Arquiteta da Informação do site betboo (o maior site de Bingo Online, Apostas Esportivas (Sports Booking), Casino e Poker da América Latina) e escreve maravilhosamente bem.

Sua atuação profissional sempre foi centrada em comunicação digital e por algumas vezes se deparou no passado com osbtáculos relacionados à regulamentação profissional de seus excelentes textos.

Apenas para entenderem o contexto, a Glau é graduanda em Jormalismo também. 

Deve estar vivendo os dois lados desse dilema.

Recomendo a todos o website da Glau. O endereço é http://www.glauciananunes.com . Visitem !!!

Tenham todos um excelente dia !!!

:)

18/06/2009 Publicado por | Comunicação, Profissional, Sociedade | , , , , , , , , , , , , , , , , | 7 Comentários

Aprendiz 6 – Universitário: Roberto Justus contrata novamente alguém que aparenta ter seu perfil

A noite de ontem, 28/05, foi marcada pela apresentação ao vivo de Roberto Justus de seu programa – Aprendiz 6 – Universitário – direto do Memorial da América Latina em São Paulo.

A grande final foi disputada entre Marina e Karina, estudantes universitárias dos cursos de ”Publicidade e Propaganda” e “Jornalismo”, respectivamente.

Apesar da vitória de Karina em todos os quesitos na última tarefa do programa, este não foi o fator determinante para a vitória.

Segundo Justus, a vencedora seria escolhida em função de todas as tarefas realizadas e uma série de questionamentos e exposições realizados pelas garotas durante a finalíssima.  

A vitoriosa do programa foi Marina (foto), que foi agraciada com o fantástico prêmio de R$ 1.000.000,00 (Um Milhão de Reais) e estágio remunerado mensalmente em R$ 10.000,00, por pelo menos um ano, na empresa de publicidade Young & Rubicam (Grupo Newcomm). 

Particularmente, não sou o fã número 1 do Roberto Justus.

O imbróglio envolvendo os dois apresentadores brasileiros (Milton Neves e Roberto Justus) ainda me deixa dúvidas quanto a esta ética e conduta tão inabaláveis que Justus faz questão de ressaltar.

Aos que não se lembram do caso, ambos assinaram um contrato para que Milton Neves comandasse um programa de esportes na Band. Para isso, o locutor rompeu seu contrato com a Record, que ainda teria duração de três anos, e assinou outro com a produtora de Justus, a Brainers. A produtora começaria a lançar programas e teria um horário comprado na grade da Band. Os lucros seriam divididos entre todos. Só que a empreitada afundou, a Brainers voltou atrás, e Milton Neves ficou na mão. Acabou assinando um novo contrato diretamente com a Band e entrou com uma ação de perdas e danos morais contra Roberto Justus e a Brainers. O processo tramita em São Paulo.

 Porém, não posso negar que Roberto Justus é um showman e seu programa é extremamente interessante. Gosto bastante ds provas que seus competidores são submetidos e os feedbacks que recebem após a execução. 

A correção da língua portuguesa dos participantes e seus tiques nervosos são espetaculares. Confesso que quando assisto os programas e o vejo falando, reparo insistentemente quais sinais de truco ele está passando para as câmeras. Na pior das hipóteses, ele sai com o zap (paus). Mas geralmente ele sai com casal maior (zap e copas) ou casal preto (zap e espadas).  :)

Alguns detalhes da grande finalíssima que não poderiam deixar de ser ressaltados são:

- Ambas as competidoras não sabiam quem foi Margaret Thatcher (“Dama de Ferro”), ex-primeira-ministra inglesa;

- A vencedora do programa (Marina) mencionou que seu espírito empreendedor é como o ritmo musical jazz, onde as notas são organizadas e bem empregadas. Obviamente que tratou-se de um erro crasso da estudante de Publicidade e Propaganda, o qual foi prontamente corrigido por meu amigo Caê,  e por Walter Longo consecutivamente. O jazz tem como grande característica a ”improvisação”.

Apesar da alta capacidade de liderança e trabalho em equipe de Karina, característica muito elogiada pelos conselheiros de Roberto Justus, o espírito contestador, aguerrido e o excelente desempenho individual creditaram Marina à vitória.

Como assisti edições anteriores do programa (Aprendiz), observo que Justus demonstra interesse por pessoas que apresentam suas características individuais, independente se positivas ou negativas.

Gosta de perfis questionadores, que assumam riscos em atividades e que chamam a responsabilidade para si em momentos de decisão, sem medo de errar. A política da boa vizinhança excessiva de Karina a fez deixar de reconhecer sua superioridade em muitas vitórias. Justus adora pessoas cheias de si e confiantes.

Penso que o fato de Marina ser estudante de Publicidade e Propaganda influenciou bastante na decisão de Justus. Ele não queria só uma ótima profissional. Desejava alguém que pudesse ser útil ao core de seus negócios. E neste ponto, vejo sua decisão como acertada para sua empresa, mas não como espectador e que torceu pela melhor profissional.

A Vivo, maior operadora de telefonia celular do Brasil e patrocinadora do programa, ofereceu uma proposta de estágio para Karina.

Cogita-se que a remuneração mensal seja algo em torno de R$ 6.000,00 (Seis Mil Reais).

A informação não é confirmada oficialmente pela empresa.

Se a garota aceitar a oportunidade, penso que ambos ganharão com a parceria: marketing (Vivo) e crescimento profissional (Karina).

“Você está contratada !!!”

:)

29/05/2009 Publicado por | Comunicação, Educação, Profissional, Sociedade | 6 Comentários

O expediente profissional excessivo

42-16729299

Adotou-se o péssimo hábito do trabalho excessivo nas corporações em geral.

Nunca a célebre frase “time is money” foi tão levada a sério.

Os profissionais se contorcem para o atendimento de metas e objetivos estabelecidos em um modelo cada vez mais ferrenho e massacrante.

Muito disso se deve à falta de planejamento das atividades por parte dos profissionais. As ações são realizadas aleatoriamente seguindo estilo de “apagar incêndios”.

Os colaboradores mais organizados e preparados costumam executar suas tarefas em tempo hábil, reservando tempo para ações de auto-desenvolvimento.

Ok, o quadro descrito no excerto acima parece utópico, ainda assim é possível.

Porém, temos ainda outro grande vilão: o colaborador que trabalha além do expediente apenas no intuito de mostrar aos superiores esta jornada excessiva. Ledo engano! O gestor sério e que preza pelo desenvolvimento de sua equipe, sabe reconhecer o trabalho realizado com qualidade, de preferência durante o expediente normal.

Além disso, a grande jornada laboral dificulta atividades de caráter esportivo, social e familiar após o expediente.

Profissional cansado é profissional desmotivado. E isso em nada auxilia no crescimento empresarial e profissional.

A regra é: tudo tem o seu tempo, desde que realizado com moderação e organização. 

18/03/2009 Publicado por | Profissional | 4 Comentários

   

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