Você confiaria nestas pessoas para o cuidado de seus(as) filhos(as)?

Aos que acompanharam os acontecimentos recentes de Bauru, devem ter visto que o prefeito de Bauru - Rodrigo Agostinho - decidiu correr o risco de entrar para a história como o prefeito municipal que abriu as portas da cidade para a entrada de empresas inidôneas.
E pasmem, isto está relacionado com o transporte de cerca de 5 mil alunos (crianças) que dependem do transporte público municipal.
Tudo isto ocorreu pois Rodrigo Agostinho demorou para emitir o edital de licitação e se baseou às pressas em um parecer do TCE (Tribunal de Contas do Estado), afirmando que em licitações do setor não seriam exigidos antecedentes criminais dos participantes.
Mediante tal situação de risco às crianças bauruenses, os representantes de classes deram os seus pareceres: todos são contrários a esta abertura de licitação sem esta obrigatoriedade. Podemos citar a Polícia Militar, OAB, CIESP, Câmara Municipal de Bauru, entre outras.
O prefeito alegou, à época, que não havia mais prazo para esperar. Porém, poderia ser adotada outra atitude que não cedesse tão rapidamente: a Justiça comum, por exemplo.
Em virtude da saia justa e das inúmeras críticas que está sofrendo por esta atitude, Rodrigo Agostinho corre atrás e está disposto a conversar com a sociedade sobre o fato supracitado.
Apesar do fantástico currículo político do atual prefeito municipal de Bauru, sinto que faltou jogo de cintura e conhecimento de gestão pública. Ou melhor, falta de maturidade para tratar de assuntos que envolvam até mesmo a vida de crianças das classes sociais menos abastadas de Bauru.
Nota 2 (dois) para Rodrigo Agostinho. Tentou até correr atrás do prejuízo mas está correndo um risco desnecessário neste caso.
Aos que conhecem o sistema de pontuação da universidade pública – UNESP – não consegue nem pegar R.E.R. (Regime Especial de Recuperação).
E durma-se com um barulho desses!
Separados por uma Prefeitura Municipal ou por uma balada qualquer…

Se você estivesse atento a este blog, perceberia que em aproximadamente 7 posts abaixo, há a versão capitalista e baladeira deste tão famoso vilão das histórias em quadrinhos (HQ).
I want you – I’ll be there

Se eu fosse promover uma balada na minha querida Bauru, faria um flyer com as características acima.
Há algo mais original do que isso?
Um símbolo da intimação aos jovens norte-americanos para a luta na I Guerra Mundial aliado ao carismático e baladeiro prefeito bauruense.
Eu quero você. Eu estarei lá.
Lá é obviamente a balada que você o encontrará. Trocando em miúdos: TODAS.
O Prefeito Municipal de Bauru – também conhecido nos guetos bauruenses como “Cabelo de Boneca Véia” – tem tempo e fôlego para acompanhar todas.
Aliás, que tal o nome “Old Doll’s Hair” para uma banda de rock? Irado!
Gostaria de elogiá-lo pelas seguintes obras realizadas na cidade e que pude sentir nos últimos finais de semana: a iluminação da Avenida Duque de Caxias foi melhorada e foi realizada a obra de duplicação (alguns metros) da Avenida Comendador José da Silva Martha (antiga Avenida das Mangueiras).
Parabéns ao Prefeito e sua equipe pelas obras!
O nosso Prefeito seria fã de Getúlio Vargas e de sua política populista? Ou será que a máxima de Pai dos Pobres (Mãe dos Ricos) também vale?
Estou mencionando este fato devido às obras supracitadas e o público atendido pelas mesmas.
Agora, passados 7 meses e meio de sua administração, quais demais obras e atividades foram realizadas?
Andar de bicicleta com os munícipes, soltar fogo pela boca (pirofagia) em pleno Parque Vitória Régia e saltar de para-quedas não vale!
Peço a gentileza que meus amigos e leitores deste blog me apontem essas benfeitorias para a cidade, a fim de que eu não continue com essa cobrança indevida.
Impressionante! Li uma nota no Entrelinhas (Jornal da Cidade), que cita uma frase de autoria do vereador Marcelo Borges que achei sensacional. E olha que não sou dos mais adeptos da política exercida pelo citado vereador.
Segue:
“O tucano Marcelo Borges ironizou ontem ao dizer que Rodrigo deve ser reeleito prefeito de Bauru. Segundo o parlamentar, Tuga Angerami era muito ausente e Rodrigo vai até em “batizado de boneca”. Porém, Borges ressaltou que andar de bicicleta, soltar fogo pela boca e pular de para-quedas não significa administrar a cidade.”
Tenham todos uma excelente terça-feira e quem sabe…uma baladinha?!
Homenagem ao pirofágico Prefeito Municipal de Bauru

Não poderia deixar a minha saudosa e querida Bauru sem antes agradecer o atual Prefeito Municipal - Rodrigo Agostinho – que esteve presente em quase TODOS os locais que estive neste feriado prolongado e fim de semana.
Mencionei a palavra QUASE pois fui pescar na sexta-feira à tarde e não o encontrei no referido lugar.
Agora se eu me referir às baladas deste período, aí foi 100% de presença do ilustre governante municipal.
Nada mais justo. Ele tem o direito de curtir a sua vida social, seja na quinta-feira, sexta-feira, sábado, …
Bauru segue em passadas largas rumo ao desenvolvimento. Os secretários nomeados dão show de competência em suas pastas e o nobre prefeito ressalta não morrer de amores pelos mesmos. Mas, ainda assim, enfatiza que as escolhas não foram oriundas de conchavos políticos.
Quanta balela… começando por esse post totalmente irônico e sarcástico que resolvi escrever.
E durma-se com um barulho desses!
Pensamento sobre o significado de anistia

De acordo com o dicionário online Michaelis, os sinônimos da palavra anistia são:
anistia
a.nis.ti.a
sf (gr amnestía) 1 Ato do poder legislativo pelo qual se extinguem as conseqüências de um fato punível e, em resultado, qualquer processo sobre ele; é medida ordinariamente adotada para pacificação dos espíritos após motins ou revoluções. Não se confunde com o ato de indulto, por crime comuns, decretado por chefes de Estado. 2 Em sentido amplo, esquecimento, perdão.
O post de hoje é uma reflexão sobre a história de vida de Elke Maravilha pós-ditadura.

Vi recentemente uma entrevista da atriz Elke Maravilha e fiquei bastante impressionado por suas palavras.
Aos que não sabem, Elke Giorgierena Grunnupp Evremides nasceu em Leningrado – atual São Petersburgo – na Rússia.
Seus pais foram perseguidos por Stalin e resolveram imigrar para o Brasil quando Elke tinha apenas 6 (seis) anos de idade.
Naturalizou-se brasileira mas perdeu sua cidadania após se manifestar contra a ditadura militar, tornando-se apátrida.
Agora vem o detalhe interessante. Vocês sabem a atual cidadania de Elke?
Alemã.
Após o período de ditadura militar, o governo brasileiro ofereceu anistia política à Elke. Ela recusou.
Não por raiva ao nosso querido e fantástico país mas por questão ideológica.
Ela não concorda com o termo anistia. Ela, que por sinal é poliglota – fala 8 línguas, inclusive o latim – pensa que aceitar anistia é confessar ou assumir culpa de algum delito.
Elke crê que não deve reconhecer algo de errado que não fez.
Ressalta ainda que se a ação de contrariar ideologicamente uma política ditatorial fosse crime, preferiria viver como apátrida deste país que tanto ama.
Trata-se de uma visão bastante interessante sobre este assunto. Nunca havia pensado sob esta ótica.
Hoje admiro um pouco mais a vida dessa pessoa que mal conhecia e aprendi que devo ter um pouco de cuidado ao usar esse termo.
Concordam?
Tenha uma boa quarta-feira!
A privacidade de pessoas públicas em ambiente público

Neste feriado de Páscoa estive em Bauru e aproveitei meus dias de descanso na cidade.
Na Sexta-feira Santa, feriado nacional, por volta das 16h, fui abastecer meu carro no posto Select da Avenida Nações Unidas (ao lado do supermercado Paulistão) e encontrei sentado em uma das mesas o prefeito Rodrigo Agostinho, tomando uma cerveja com duas amigas.
Contei essa história a uma grande amiga, Glauciana Nunes, e ela resolveu publicar sua opinião acerca deste assunto no BauruBlog.
Confiram !!!
Como resposta ao seu post, comentei como segue:
Gostaria de apenas frisar outro ponto. O prefeito municipal se evadiu do local dirigindo seu carro com as respectivas garotas.
Essa infração já é um pouco mais perigosa. Sai do âmbito do lazer para a transgressão da lei.
Penso que não necessariamente alguns comportamentos criticados por nossa sociedade, influenciam no desempenho das atribuições que exercem.
O caso de sexo oral envolvendo o ex-presidente norte-americano Bill Clinton e sua secretária (Monica Lewinski) renderam notícias em todo mundo. Ainda assim, sua atuação política em seus dois mandatos foi uma das mais aplaudidas pelos cidadãos dos Estados Unidos da América. O índice de desemprego tendia a um nível ínfimo.
Independente desse exemplo, as pessoas públicas necessitam ao menos ter cuidado com seus atos.
Não podem ignorar as mais diversas reações existentes do público ou eleitores que os promovem.
O descanso, lazer e diversão estão inerentes à condição humana e todos devem possuir este direito.
No caso de Agostinho, na referida loja de conveniência, acho extremamente compreensível o seu direito de tomar sua “cervejinha”. Infelizmente, teria que lidar com o ônus do assédio público caso algum munícipe (assim como eu) o visse em tal situação.
Intuitivamente, remeti aos problemas que Bauru enfrenta nos dias atuais. E pensei, reconheço que até de modo bem grosseiro:
- Bauru está indo de vento em popa ! Nosso prefeito está até tranquilo para tomar sua cervejinha ao fim de tarde de um feriado.
Pensamento infeliz, mas sincero e verdadeiro, afinal, como filho de professora de educação infantil municipal aposentada, convivo nos finais de semana com as reclamações de alguém que não foi contemplada com o abono dedicado aos servidores públicos de Bauru.
Gostaria de ter dito pessoalmente ao Rodrigo:
- Rodrigo, que falta de habilidade política ! Na sede e pressa de ajudar uma parcela da população bauruense, acabou se metendo neste imbróglio envolvendo os aposentados. Sua emoção e juventude às vezes devem ser mais controladas e a razão tem que andar junta nesses casos.
Não sou ninguém para criticar a juventude do prefeito. Tenho 28 anos.
No caso de Ronaldo e sua deliciosa Brahma, concordo plenamente com o Torero.
As propagandas não remetiam ao jogador como um apreciante da cerveja. Lembro da copa de 1998, onde ele era o número 1 do mundo assim como o slogan da cerveja no Brasil. Posteriormente, a marca de cerveja comparou Ronaldo aos brasileiros, guerreiros por natureza.
Dessa vez foi além dos limites. Ronaldo não é mais uma imagem. É um amante da cerveja e ratifica a frase de que tem orgulho de “cair e levantar”.
Nem preciso falar que a piada pronta com a música sertaneja “Beber, cair e levantar” é evidente.
Em tempo: Pelé nunca fez uma campanha publictária que envolvesse bebidas alcoolicas ou algo do gênero.
Respondendo sua pergunta, se eu encontrasse o Lula tomando uma cerveja no posto da esquina, não faria nada.
Deste presidente com índice de aprovação tão elevado (caindo agora com os reflexos da crise), não espero absolutamente nada.
No momento que mais esperava dele um exemplo para o país -diferenciando-se dos antigos governantes – e delatar seus companheiros envolvidos em escândalos de elevada prorporção, se esquivou e pronunciou a célebre frase:
” – Eu não sei de nada !!!”