Allan Weslei

Alguém que pensa, logo existe!

Aprendiz 6 – Universitário: Roberto Justus contrata novamente alguém que aparenta ter seu perfil

A noite de ontem, 28/05, foi marcada pela apresentação ao vivo de Roberto Justus de seu programa – Aprendiz 6 – Universitário – direto do Memorial da América Latina em São Paulo.

A grande final foi disputada entre Marina e Karina, estudantes universitárias dos cursos de ”Publicidade e Propaganda” e “Jornalismo”, respectivamente.

Apesar da vitória de Karina em todos os quesitos na última tarefa do programa, este não foi o fator determinante para a vitória.

Segundo Justus, a vencedora seria escolhida em função de todas as tarefas realizadas e uma série de questionamentos e exposições realizados pelas garotas durante a finalíssima.  

A vitoriosa do programa foi Marina (foto), que foi agraciada com o fantástico prêmio de R$ 1.000.000,00 (Um Milhão de Reais) e estágio remunerado mensalmente em R$ 10.000,00, por pelo menos um ano, na empresa de publicidade Young & Rubicam (Grupo Newcomm). 

Particularmente, não sou o fã número 1 do Roberto Justus.

O imbróglio envolvendo os dois apresentadores brasileiros (Milton Neves e Roberto Justus) ainda me deixa dúvidas quanto a esta ética e conduta tão inabaláveis que Justus faz questão de ressaltar.

Aos que não se lembram do caso, ambos assinaram um contrato para que Milton Neves comandasse um programa de esportes na Band. Para isso, o locutor rompeu seu contrato com a Record, que ainda teria duração de três anos, e assinou outro com a produtora de Justus, a Brainers. A produtora começaria a lançar programas e teria um horário comprado na grade da Band. Os lucros seriam divididos entre todos. Só que a empreitada afundou, a Brainers voltou atrás, e Milton Neves ficou na mão. Acabou assinando um novo contrato diretamente com a Band e entrou com uma ação de perdas e danos morais contra Roberto Justus e a Brainers. O processo tramita em São Paulo.

 Porém, não posso negar que Roberto Justus é um showman e seu programa é extremamente interessante. Gosto bastante ds provas que seus competidores são submetidos e os feedbacks que recebem após a execução. 

A correção da língua portuguesa dos participantes e seus tiques nervosos são espetaculares. Confesso que quando assisto os programas e o vejo falando, reparo insistentemente quais sinais de truco ele está passando para as câmeras. Na pior das hipóteses, ele sai com o zap (paus). Mas geralmente ele sai com casal maior (zap e copas) ou casal preto (zap e espadas).  :)

Alguns detalhes da grande finalíssima que não poderiam deixar de ser ressaltados são:

- Ambas as competidoras não sabiam quem foi Margaret Thatcher (“Dama de Ferro”), ex-primeira-ministra inglesa;

- A vencedora do programa (Marina) mencionou que seu espírito empreendedor é como o ritmo musical jazz, onde as notas são organizadas e bem empregadas. Obviamente que tratou-se de um erro crasso da estudante de Publicidade e Propaganda, o qual foi prontamente corrigido por meu amigo Caê,  e por Walter Longo consecutivamente. O jazz tem como grande característica a ”improvisação”.

Apesar da alta capacidade de liderança e trabalho em equipe de Karina, característica muito elogiada pelos conselheiros de Roberto Justus, o espírito contestador, aguerrido e o excelente desempenho individual creditaram Marina à vitória.

Como assisti edições anteriores do programa (Aprendiz), observo que Justus demonstra interesse por pessoas que apresentam suas características individuais, independente se positivas ou negativas.

Gosta de perfis questionadores, que assumam riscos em atividades e que chamam a responsabilidade para si em momentos de decisão, sem medo de errar. A política da boa vizinhança excessiva de Karina a fez deixar de reconhecer sua superioridade em muitas vitórias. Justus adora pessoas cheias de si e confiantes.

Penso que o fato de Marina ser estudante de Publicidade e Propaganda influenciou bastante na decisão de Justus. Ele não queria só uma ótima profissional. Desejava alguém que pudesse ser útil ao core de seus negócios. E neste ponto, vejo sua decisão como acertada para sua empresa, mas não como espectador e que torceu pela melhor profissional.

A Vivo, maior operadora de telefonia celular do Brasil e patrocinadora do programa, ofereceu uma proposta de estágio para Karina.

Cogita-se que a remuneração mensal seja algo em torno de R$ 6.000,00 (Seis Mil Reais).

A informação não é confirmada oficialmente pela empresa.

Se a garota aceitar a oportunidade, penso que ambos ganharão com a parceria: marketing (Vivo) e crescimento profissional (Karina).

“Você está contratada !!!”

:)

29/05/2009 Publicado por | Comunicação, Educação, Profissional, Sociedade | 6 Comentários

Nossas crianças perderam a inocência?

sas_child-teacher

Nossas crianças perderam a inocência?

Particularmente tenho este questionamento com bastante frequência e confesso que a resposta me assusta em demasia.

Alguns conceitos que são aprendidos e adquiridos no decorrer da vida são cada vez mais atuais no cotidiano de crianças e adolescentes. Não vejo mal algum em uma aceleração no processo cognitivo, apenas receio quando isto ocorre em situações que envolvem valores dos cidadãos.

O respeito pela figura do professor é algo irrefutável em minha ótica. Não estou me referindo ao respeito punitivo e rigoroso, mas sim o de ter a admiração e consideração pela pessoa que nos apresenta esse mundo tão fantástico intitulado “conhecimento”.

Devo ressaltar que há uma linha tênue que separa os tipos de ausência de respeito com estes profissionais. Talvez seja um reflexo do convívio social pela qual estão inseridos. 

Nas classes sociais mais elevadas (média e alta), predominam ações coercivas e intimidadoras cujo caráter está sempre relacionado ao dinheiro. As seguintes frases soam naturalmente, sem qualquer tipo de vergonha:

- Estou pagando por isso!

- Eu pago seu salário!

- Você sabe quem são meus pais?  

Já nas camadas inferiores, observamos que a ameaça é caracterizada no que tange à integridade física do ser humano. Professores sofrem com atitudes violentas e xingamentos, colocando à prova todos os anos de esforço trilhados por estes profissionais.

Deixo bem claro que a condição social de uma criança não caracteriza quaisquer atos que venha a cometer. As ações supracitadas são apenas constatações, embora saiba da existência de casos inversos de mau comportamento destas crianças.

Ainda assim, estou certo de que há inúmeras outras que não compactuam e agem desta forma. E por este motivo, ainda tenho esperanças no futuro da nação braisleira.

É uma pena que ainda não fomos capazes de colocar em prática o que nossa Carta Magna (Constituição da República Federativa do Brasil) menciona com relação à educação em seu artigo 205:

“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”

E para encerrar, uma música da Legião Urbana para reflexão:

Que País é Este

Legião Urbana

Composição: Renato Russo

Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No Amazonas, no Araguaia iá, iá,
Na Baixada Fluminense
Mato Grosso, nas Gerais e no
Nordeste tudo em paz
Na morte o meu descanso, mas o
Sangue anda solto
Manchando os papéis e documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Terceiro mundo, se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

17/03/2009 Publicado por | Educação | 7 Comentários

   

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