Vitória de Dado Dolabella – A Fazenda – Asco e decisão

A vitória de Dado Dolabella no reality show A Fazenda, da Rede Record, provocou em mim um sentimento de ojeriza, asco e repúdio à emissora supracitada.

Eu entendo que a televisão, assim como quase tudo, visa o lucro. E não há nada mais fácil do que tentar resgatar a imagem de um galã, com tantos problemas, a creditar uma vitória a um participante que foi talvez mais bem quisto pelo público.
A Rede Record tem seu núcleo de teledramaturgia. E a chance de encabeçar Dado Dolabella como uma de suas apostas é evidente.

O grande problema é que me senti um telespectador manipulado na noite de ontem.
Não sei se houve auditoria nos percentuais de votação e isso não vem ao caso, mas parece que a prática de sermos pessoas de mau-caráter sempre vence neste país.
Será que o público brasileiro realmente gosta de Dado Dolabella?
Será que eu sou um imbecil por ser ainda adepto às práticas respeitosas aos mais velhos e mulheres?
Não é inveja, eu garanto. Não tenho ciúmes de alguém que tenho desprezo por seus atos.
O fato é que tive ratificada a sensação de que as pessoas que fazem as coisas erradas ainda são premiadas. Isso é um absurdo em minha concepção!
Ele simplesmente discutiu ou brigou com TODOS os integrantes do programa. E ainda se sagrou vitorioso ao prêmio de R$ 1.000.000,00 (Um Milhão de Reais).
Tomei uma decisão: NUNCA mais assistirei a grade de programação da Rede Record.

Tenho este direito e o colocarei em prática.
Se em época de Olímpiadas ou Copa do Mundo esta emissora for a detentora dos direitos de transmissão, tentarei de outra forma acompanhar os eventos mencionados.
Tenham todos uma ótima semana!
Entrevista para os membros do CQC

Durante a minha passagem recentemente pela Capital Brasileira, recebi com surpresa o pedido de entrevista de Danilo Gentili, CQC – Custe o Que Custar – da Band.
Estava caminhando pelos corredores do Congresso Nacional e ele me fez algumas perguntas relacionadas ao seu quadro (Teste de Qualidade) do humorístico semanal.
Acertei todas as questões, o que causou um certo espanto ao referido comediante.
Abaixo, segue imagem da referida conversa:

Tamanho o sucesso da entrevista supracitada, o assunto se espalhou pelos corredores da TV Band.
Rafael Cortez duvidou da veracidade destas informações e me convidou para um CQTeste, a fim que comprovar minha capacidade intelectual.

O resultado foi óbvio: sensacional!
Consegui bater o recorde do Roger (Ultraje a Rigor).
Tenham todos um ótimo fim de semana!
A arte de afagar o ego

Pode parecer simples mas poucos têm o dom de acaricar o ego de outra pessoa sem bancar o chato.
Como noticiei neste blog semanas atrás, Roberto Justus é o novo contratado do SBT.
Mas o grande detalhe desta negociação foi o método de persuasão de Silvio Santos.
Roberto Justus gosta de dinheiro. Ama dinheiro. E o consegue com muita astúcia e competência.
Porém, antes do dinheiro, Justus gosta de reconhecimento. Ama ser bajulado. É extremamente narcisista.
Justus comentou em entrevista dias atrás que a Record não soube aproveitar o apresentador mais rentável da emissora. Pensa que seria necessário um plano, no mínimo, a longo prazo para sua pessoa. Afinal, era um dos únicos artistas da antiga emissora que batia dois dígitos no Ibope em todas as atrações apresentadas.
Silvio Santos proferiu a seguinte frase ao recebê-lo em sua mansão no Morumbi:
- Justus, você sabe por que eu o chamei aqui? É óbvio porque tenho interesse em seu trabalho e o quanto você é efetivo. Mas antes de tudo porque você é uma das raras pessoas que conheço que possui o meu perfil: um excelente apresentador e um empresário de sucesso.
Pronto!
Silvio Santos já havia conquistado o tão badalado apresentador / empresário do mercado publicitário.
Tenho uma admiração especial por Silvio Santos, principalmente no aspecto empresarial e de comunicação. Acho um gênio.
E essa foi mais uma de suas jogadas geniais!
Roberto Justus fecha contrato por 4 anos com o SBT. Seria o fim do programa “Aprendiz”?

O empresário do ramo publicitário e apresentador, Roberto Justus, é o mais novo artista contratado pelo SBT.
Assinou contrato na casa de Silvio Santos com status de estrela.
Comenta-se que Justus terá um programa semanal no horário nobre, o qual estreará em meados de agosto e setembro.
Não se sabe exatamente o formato da atração mas cogita-se que será no formato de quiz ou game show, como havia adiantado ao término do programa “Aprendiz 6 – Universitário”, ainda na Rede Record.
Particularmente não tenho conhecimento dos responsáveis legais pelo programa “Aprendiz”. Talvez seja do próprio Justus ou da Rede Record.
Eis então que o mistério permanece no ar: o programa terá continuidade? Continuará sendo executado por Roberto Justus agora no SBT ou terá sequência na Rede Record com algum outro apresentador?
São perguntas que tenho sede de resposta, afinal trata-se de uma atração que aprecio bastante. Confesso que com Roberto Justus e suas lições /tiradas incríveis nos participantes, além de seus tiques nervosos, o programa é muito mais interessante.
Acompanharemos um grande imbróglio e batalha entre as duas emissoras que lutam arduamente pelo segundo lugar isolado no Ibope brasileiro.
A Rede Record não retirou de seus website as chamadas para o programa ”Aprendiz 7 – Universitário”, bem como a ficha de inscrição para a atração.
E durma-se com um barulho desses!
Abraços e ótimo sábado a todos !!!
A ausência do diploma universitário para a prática profissional do jornalismo: liberdade de expressão ou marginalização de uma classe?

Acompanhei estupefato um fato ocorrido na data de ontem, dia 17/06/2009, quarta-feira.
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram em sessão ordinária que o diploma de jornalismo não é mais obrigatório para exercício da profissão.
A votação foi encerrada com 8 votos contra 1. Apenas o ministro Marco Aurélio defendeu a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão.
Um argumento proferido pelo ministro relator do caso é de que possíveis danos a terceiros não são inerentes à profissão de jornalista e não poderiam ser evitados através de um diploma. Segundo o ministro, o jornalista usufrui do título que lhe foi concedido para o uso como o convém, podendo até ferir a honra de outros, amparado pela profissão.
Além disso, outro ministro lembrou que a profissão de jornalista vinha sendo regulamentada pelo Decreto-lei 972/69, o qual foi instituído no regime militar com a clara finalidade de afastar do jornalismo intelectuais contrários ao regime.
O minstro relator – Gilmar Mendes - realizou ainda comparações com outras profissões. Segundo ele, ”o jornalismo é importante para o preparo técnico dos profissionais e deve continuar nos moldes de cursos como o de culinária, moda ou costura, nos quais o diploma não é requisito básico para o exercício da profissão” (sic).
O único voto contrário no julgamento foi dado pelo ministro Marco Aurélio. Ele alegou que a exigência do diploma existe há 40 anos e acredita que as técnicas para entrevistar, editar ou reportar são necessárias para a formação do profissional.
Particularmente, penso que existe um grande número de profissionais – das mais diversas áreas de formação – que escrevem muito melhor a inúmeros jornalistas.
Porém, penso que a profissão de jornalista não depende apenas de uma escrita coerente, coesa e correta. Mas sim em inúmeras atividades e técnicas que os fazem ser profissionais naquilo que executam.
Algumas pessoas argumentam que comentaristas econômicos e esportivos não necessariamente necessitam ser jornalistas. Basta saberem do assunto que irão falar.
Não concordo!
O jornalista tem como uma de suas características compreender assuntos que não são necessariamente de sua alçada e apresentar ao público que o lê, ouve ou assiste de uma maneira adequada a sua compreensão.
Não sou favorável a restrições impostas quanto à divulgação de informações e textos por cidadãos comuns, isto é, sem o diploma superior em jornalismo. Aliás, muito pelo contrário.
Eu sou um grande exemplo disso. Tenho este blog e sou apenas um mero Analista de Sistemas de Informação por formação acadêmica.
Apenas acho que a profissão é fundamental para a divulgação, de um modo profissional, de informações dos mais variados assuntos a fim de que não sejamos “ignorantes” de fatos que ocorrem no dia-a-dia.
Há autores que citam a referida profissão como o quarto pilar de poder em uma sociedade, ao lado do Executivo, Legislativo e Judiciário.
É graças ao Jornalismo que questões inerentes à falta de ética nos poderes supracitados são levados ao nosso público.
Além disso, esta ausência do diploma universitário pode significar – em termos financeiros - em uma queda brusca nos salários oferecidos aos “profissionais” da referida área.
Pode ser uma faca de dois gumes.
E espero que assim seja, com a diminuição da demanda de “profissionais” e o aumento da oferta por qualificados (com formação superior).
Gostaria bastante de saber a opinião de minha querida amiga Glauciana acerca deste assunto.
A Glau é graduada em Relações Públicas pela UNESP (Universidade Estadual Paulista), Arquiteta da Informação do site betboo (o maior site de Bingo Online, Apostas Esportivas (Sports Booking), Casino e Poker da América Latina) e escreve maravilhosamente bem.
Sua atuação profissional sempre foi centrada em comunicação digital e por algumas vezes se deparou no passado com osbtáculos relacionados à regulamentação profissional de seus excelentes textos.
Apenas para entenderem o contexto, a Glau é graduanda em Jormalismo também.
Deve estar vivendo os dois lados desse dilema.
Recomendo a todos o website da Glau. O endereço é http://www.glauciananunes.com . Visitem !!!
Tenham todos um excelente dia !!!
Aprendiz 6 – Universitário: Roberto Justus contrata novamente alguém que aparenta ter seu perfil

A noite de ontem, 28/05, foi marcada pela apresentação ao vivo de Roberto Justus de seu programa – Aprendiz 6 – Universitário – direto do Memorial da América Latina em São Paulo.
A grande final foi disputada entre Marina e Karina, estudantes universitárias dos cursos de ”Publicidade e Propaganda” e “Jornalismo”, respectivamente.
Apesar da vitória de Karina em todos os quesitos na última tarefa do programa, este não foi o fator determinante para a vitória.
Segundo Justus, a vencedora seria escolhida em função de todas as tarefas realizadas e uma série de questionamentos e exposições realizados pelas garotas durante a finalíssima.

A vitoriosa do programa foi Marina (foto), que foi agraciada com o fantástico prêmio de R$ 1.000.000,00 (Um Milhão de Reais) e estágio remunerado mensalmente em R$ 10.000,00, por pelo menos um ano, na empresa de publicidade Young & Rubicam (Grupo Newcomm).
Particularmente, não sou o fã número 1 do Roberto Justus.
O imbróglio envolvendo os dois apresentadores brasileiros (Milton Neves e Roberto Justus) ainda me deixa dúvidas quanto a esta ética e conduta tão inabaláveis que Justus faz questão de ressaltar.
Aos que não se lembram do caso, ambos assinaram um contrato para que Milton Neves comandasse um programa de esportes na Band. Para isso, o locutor rompeu seu contrato com a Record, que ainda teria duração de três anos, e assinou outro com a produtora de Justus, a Brainers. A produtora começaria a lançar programas e teria um horário comprado na grade da Band. Os lucros seriam divididos entre todos. Só que a empreitada afundou, a Brainers voltou atrás, e Milton Neves ficou na mão. Acabou assinando um novo contrato diretamente com a Band e entrou com uma ação de perdas e danos morais contra Roberto Justus e a Brainers. O processo tramita em São Paulo.
Porém, não posso negar que Roberto Justus é um showman e seu programa é extremamente interessante. Gosto bastante ds provas que seus competidores são submetidos e os feedbacks que recebem após a execução.
A correção da língua portuguesa dos participantes e seus tiques nervosos são espetaculares. Confesso que quando assisto os programas e o vejo falando, reparo insistentemente quais sinais de truco ele está passando para as câmeras. Na pior das hipóteses, ele sai com o zap (paus). Mas geralmente ele sai com casal maior (zap e copas) ou casal preto (zap e espadas).
Alguns detalhes da grande finalíssima que não poderiam deixar de ser ressaltados são:
- Ambas as competidoras não sabiam quem foi Margaret Thatcher (“Dama de Ferro”), ex-primeira-ministra inglesa;
- A vencedora do programa (Marina) mencionou que seu espírito empreendedor é como o ritmo musical jazz, onde as notas são organizadas e bem empregadas. Obviamente que tratou-se de um erro crasso da estudante de Publicidade e Propaganda, o qual foi prontamente corrigido por meu amigo Caê, e por Walter Longo consecutivamente. O jazz tem como grande característica a ”improvisação”.
Apesar da alta capacidade de liderança e trabalho em equipe de Karina, característica muito elogiada pelos conselheiros de Roberto Justus, o espírito contestador, aguerrido e o excelente desempenho individual creditaram Marina à vitória.
Como assisti edições anteriores do programa (Aprendiz), observo que Justus demonstra interesse por pessoas que apresentam suas características individuais, independente se positivas ou negativas.
Gosta de perfis questionadores, que assumam riscos em atividades e que chamam a responsabilidade para si em momentos de decisão, sem medo de errar. A política da boa vizinhança excessiva de Karina a fez deixar de reconhecer sua superioridade em muitas vitórias. Justus adora pessoas cheias de si e confiantes.
Penso que o fato de Marina ser estudante de Publicidade e Propaganda influenciou bastante na decisão de Justus. Ele não queria só uma ótima profissional. Desejava alguém que pudesse ser útil ao core de seus negócios. E neste ponto, vejo sua decisão como acertada para sua empresa, mas não como espectador e que torceu pela melhor profissional.
A Vivo, maior operadora de telefonia celular do Brasil e patrocinadora do programa, ofereceu uma proposta de estágio para Karina.

Cogita-se que a remuneração mensal seja algo em torno de R$ 6.000,00 (Seis Mil Reais).
A informação não é confirmada oficialmente pela empresa.
Se a garota aceitar a oportunidade, penso que ambos ganharão com a parceria: marketing (Vivo) e crescimento profissional (Karina).
“Você está contratada !!!”
A insatisfação com profissionais prestadores de serviço

O motivo deste post é um mero desabafo.
Por enquanto ainda não tive a oportunidade de empreender mais fortemente e ter meu próprio negócio.
Mas trata-se de um objetivo de vida e eu o farei no futuro.
Prometo que a relação com meu cliente e a satisfação que ele terá de meu trabalho serão os pilares que permearão o crescimento de meu empreendimento.
Vocês devem estar se perguntando o porquê dessas palavras.
É que estou inefável diante da ausência de habilidade de negociação de um profissional liberal que sou (era) cliente.
Pode parecer piegas mas é impressionante o número de perda de clientes que ocorrem em função de detalhes bobos, ínfimos, causados pelos prestadores de serviço.
Falta empatia para estes profissionais, isto é, conseguir se colocar no lugar do cliente, entender os seus sentimentos e o significado que eles têm para ele, de perceber antecipadamente suas reações, as suas necessidades e aspirações.
Às vezes podem ser até informações sutis, mesmo sem terem sido verbalizadas.
Não se trata de valor financeiro, por diversas vezes, são meras comodidades que poderiam ser muito bem realizadas, sem quaisquer ônus para o prestador.
Fica o recado.
Você, prestador de serviço, preste atenção em seu cliente e jamais faça algo que você não gostaria que fosse feito a você, na condição de cliente.
Pode parecer simples, mas é um exercício diário que deve ser trabalhado para que não venham a perder mais clientes para a concorrência voraz dos dias atuais.
Ah, e o profissional pela qual me referi no começo deste post deixará de receber minhas contribuições mensais a partir de julho deste ano.
É uma pena, perdeu um cliente. E como é difícil recuperar! Quem já perdeu qualquer coisa, sabe como é.
Um excelente programa de TV aos sábados

Já tinha assistido aleatoriamente alguns quadros do programa “Estrelas”, sob o comando da Angélica.
Hoje assisti o programa inteiro e fiquei impressionado pela qualidade dos quadros, pauta e a simpatia da ex-loirinha do público infantil.
Inicialmente, uma entrevista muito intimista com o ator Tonico Pereira, o eterno Zé Carneiro da versão antiga do “Sítio do Picapau Aamarelo”.

Tonico Pereira relembrou com carinho sua interpretação do personagem supracitado. A parte que mais gostei foi seu comentário sincero agradecendo este trabalho por ter permitido o sustento de sua família à época e o estudo de seus filhos.
Tonico, quando jovem, quase se tornou jogador de futebol profissional e teve inúmeras experiências como dono de estabelecimentos comerciais. Atualmente, o Rio Scenarium, no Rio de Janeiro. Já fui neste barzinho / balada / restaurante da Lapa e achei excepcional sua alegria e decoração.
Não poderia deixar de mencionar seu personagem irreverente e sem-vergonha (Mendonça) da série “A Grande Família”.
Tonico também está em temporada nos palcos com a peça “Hamlet”, vivendo o personagem Claudio, tio de Hamlet (príncipe dinamarquês). A crítica considerou sua interpretação como “a de um brasileiro caricato”, a qual desagradou demais seu intérprete.
Após este quadro, tivemos uma dica culinária com a Julia Almeida.

Imperdível o momento em que Angélica não aprovou a receita e disse que sentia necessidade de mais sal. Julia saiu em defesa de sua receita e ressaltou que Angélica a desconcentrou, motivo do erro na dose.
O desfecho do programa foi uma entrevista excepcional com Juca de Oliveira, dramaturgo e ator. Amigo de longa data de Jô Soares, a entrevista ocorreu no “Centro Cultural Jô Soares”, nada mais, nada menos, que um dos ambientes do triplex de Jô Soares destinado ao estudo das artes e de ensaios de suas peças. A decoração e o ambiente em si dispensam comentários.

A trajetória de vida de Juca de Oliveira e suas teorias de que o “homem deveria voltar ao seu habitat natural (a mata)” prendem a atenção dos telespectadores. Em minha ótica, Juca é uma das personalidades mais interessantes de nosso país.
Juca mencionou que adora escrever sobre os mais variados assuntos mas há assuntos que não saem de seus textos: a falta de caráter e personalidade humana e a corrupção de grande parte dos políticos brasileiros.
Enfim, fiquei muito feliz por ter assistido o programa e acredito que vale como dica aos meus amigos e leitores para a próxima semana.

Parabéns à Rede Globo e Angélica pela atração vespertina aos sábados!
A retórica e suas utilizações cotidianas

Hoje escreverei algo relacionado a um programa de rádio que ouvi na noite de ontem.
Fui ao supermercado com meu carro e no caminho percorri aleatoriamente as estações (FM) no intuito de encontrar alguma programação ou música interessante.
Eis que me deparei com uma emissora de rádio cuja narração era de uma pregação religiosa. Resolvi escutar.
Gosto bastante de escutar ou assistir programas deste tema pois me interesso pela retórica utilizada.
Antes de mais nada, devo esclarecer que sou cristão e respeito quaisquer tipos de credos e crenças. Parto do princípio de que o amor e a prática do bem são os caminhos primordiais para que tenhamos um mundo melhor.
Pois bem, acompanhei um programa de um líder religioso, chorando copiosamente e “ministrando a palavra de Deus” (termo utilizado por ele mesmo durante a narração) entre a leitura de parágrafos e versículos da Bíblia.
Entre parábolas e leituras, sofismas eram criados de tal forma a dissimular uma ilusão de verdade, apresentado-a através de esquemas que aparentavam seguir as regras da lógica.
Foi muito interessante observar a construção do raciocínio e como as frases eram empregadas, além de outros quesitos como o tom de voz, o choro embargado no momento certo, entre outros. Ou seja, aquela cena tendia ao profissionalismo.
Não estou aqui para questionar a veracidade ou não daquela emoção, mas sim para pontuar os elementos que fazem com que as pessoas se interessem por um discurso.
Apenas para desfecho da história, ao fim de sua pregação e ainda chorando, o homem disse e repetiu por diversas vezes a agência e a conta corrente da Igreja em questão. Nunca tinha presenciado, ouvido ou visto uma solicitação tão explícita.
O fato que merece destaque é a maneira como pessoas habilidosas em discursos encantam seus espectadores.
Professores, líderes sociais, representantes religiosos, vendedores, políticos são apenas alguns exemplos destas figuras.
Não sou simpatizante por nosso atual presidente, principalmente por suas omissões em assuntos de interesse nacional e que envolveram corrupção de seus correlegionários. Porém, devo reconhecer que o homem é espetacular em termos de oratória. Explico. Não é a pessoa que fala o fino da língua portuguesa, mas sabe como ninguém atrair e ser carismático com o público presente.
Li um texto bem interessante sobre este assunto, de autoria do Reinaldo Polito, mestre em ciências da comunicação, palestrante e professor de expressão verbal. Aos interessados, segue:
http://economia.uol.com.br/planodecarreira/artigos/polito/2008/09/29/ult4385u84.jhtm
A oratória plena é um dom, porém falar em público com qualidade, desprendimento e confiança podem ser adquiridos com prática e vontade.
A pessoa que fala e se expressa bem possui maiores chances de ser compreendida.
E em um mundo tão veloz e dinâmico que vivemos, comunicação eficiente e eficaz são fundamentais.
Vamos melhorar a nossa comunicação?!
Falar corretamente é a primeira lição !